Pesquisadores da Universidade Fudan, na China, desenvolveram uma nova terapia capaz de recuperar o tecido do coração danificado depois de um infarto do miocárdio. A descoberta foi publicada na revista Experimental Biology and Medicine.

Coração: células produzem proteína que recupera áreas danificadas por infarto

 

O infarto acontece quando o fluxo de sangue para o coração é impedido, levando à morte de algumas células do órgão. Ele pode levar ao óbito se o paciente não for socorrido rapidamente. Mesmo depois do tratamento, o paciente ainda pode ter algumas complicações, como arritmia e insuficiência cardíaca, dependendo do número de células afetadas em seu coração.

 

Para tratar dessas consequências, cientistas já haviam desenvolvido um tratamento com células-tronco alteradas geneticamente. Essas células produziam em grande quantidade uma proteína chamada de fator de crescimento endotelial vascular (VEGF, em inglês), responsável pelo nascimento de novas veias e pela substituição de velhas células cardíacas por novas. Desse modo, ela poderia recuperar as células danificadas no coração. No entanto, o excesso dessa mesma proteína também é responsável por estimular o crescimento de tumores nas veias.

 

Pensando em transformar a técnica mais segura para uso em humanos, os cientistas chineses inseriram na célula tronco, no mesmo gene alterado para produzir o VEGF, um elemento que responde à falta de oxigênio. Enquanto o coração estiver danificado, a célula irá produzir a proteína. No entanto, assim que a circulação sanguínea na região voltar ao normal, e com ela o suprimento de oxigênio, a produção do VEGF é interrompida.

 

Para testar a técnica, os cientistas injetaram as células tronco alteradas geneticamente perto da área infartada no coração de ratos. Depois de 28 dias, eles analisaram o coração dos animais e perceberam uma recuperação no tecido do órgão.

Fonte: Experimental Biology and Medicine

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